Bom dia
Sempre ouvi falar que adolescência é a idade da preguiça, infelizmente é verdade, até com o meu filho que sempre foi tão disposto pude observar, mesmo assim ele faz tudo que se pede, mas com uma velocidade a ânimo reduzido.
quando entrei na adolescência foi tão desgastante, minha mãe sofreu, não sabia como lidar e me xingava, eu ficava revoltada, achava que ela não tinha o direito, pois nunca havia me ensinado, e nem pedia, ela xingava direto, como se eu tivesse que fazer com iniciativa.... (não espere que um adolescente faça as coisas por iniciativa, uma vez ou outra acontece, mas não se iluda.)
Foi nessa fase que fomos nos afastando, já havia um abismo entre nós, na verdade nunca nos demos bem, ela brigava de uma maneira pessoal comigo desde pequena, nunca faça isso com os seus filhos, ataque o problema e não a pessoa.
Eu nunca disse para os meus filhos frase do tipo, você é isso, você é aquilo, você nunca faz nada...
Porém ouvi frases do tipo, você é uma preguiçosa, você é uma mentirosa, você nunca me ajuda, você é uma vaga...., você é falsa.
Sou a filha mais velha, meu pai, sempre nos deu momentos de qualidade, ir ao parque, fazer pequenas viagens aos domingos e viagens de final de ano, sempre gostei, mas eles sempre foi ausente no dialogo, sempre demonstrou muito amor, sempre o admirei.
Ele foi um bom filho, cuidou da minha vó até ela falecer, ia lá todos os dias e aos domingos sempre íamos almoçar na casa dela. Minha mãe e ela vivia em guerra, era uma falsidade, uma falando mal da outra, todas as vezes que passeávamos meu pai a levava junto e minha mãe tinha que suportar, mas quando chegava em casa a guerra era entre eles.
Minha vó usava marcapasso, por isso tinha que ir ao médico constantemente, e eu era sua companhia, ia com ela ao médico, quando ela fazia exames monitorados em casa, eu dormia lá, e quando ela não estava bem também dormia lá, pois poderia pedir ajuda caso acontecesse alguma coisa. Já deu pra imaginar, fiquei no meio da guerra. Quando chegava em casa minha mãe queria saber o que ela falou, o que ela fez, o que meu pai fez, e tudo que eu falava era usado contra mim, alguém tinha que ser culpado.
Bom falo isso depois, mas vivi sérias consequências de rejeição, auto-estima, rebeldia.
Enfim contei tudo isso pra explicar que quando meus filhos chegaram na adolescência eu que já estava indo na igreja, havia acabado de sair do emprego resolvi me dedicar a eles como antes nunca tivera oportunidade, sirvo-os em tudo que puder, levo café, almoço e o que puder até na cama. O tempo passa rápido, e quero aproveitar cada minuto.
Sabe aquela frase você prefere ser feliz ou ter razão, prefiro ser feliz, eu ser aquela mãe chata que fica falando, falando, reclamando, nem pensar, quero aproveitar os poucos momentos que temos juntos, já que a agenda vai nos afastando a cada dia e um afastamento na adolescência pode ser irreversível e gerar sérias consequências emocionais e de conduta.
Tá, mas por que teria que ficar falando, falando, falando?
Simples, nessa idade, não é só a idade da preguiça, é a idade que você precisa falar tudo de novo, aquilo que eles já faziam habitualmente parece que não faz mais, que ver um exemplo básico? fulano ja escovou o dente? arrumou sua cama?
Sinceramente, prefiro fazer do que falar, a regra existe, mas quando falha, ah ignoro, ou eu faço ou deixo bagunçada, e escolho não me importar com isso. Claro que em dia de TPM isso não é tão fácil assim.
Falar em TPM lembra que eu falei de atacar o problema e não a pessoa, pois bem teve aqueles dias de eu estar virada no giraia, irritadíssima e insuportável, então ao mesmo tempo que mandava, reclamava eu explicava, não é com você, você não fez nada, não errou, não provocou, o problema é comigo, então me ajuda, pra não ficar pior e não abre a boca, nao fala nada só faz o que eu mando....
Entendeu o por quê sou mãe capitão nascimento?
Mas graças a Deus já não tenho mais essas crises, tenho minhas emoções estáveis mesmo na TPM e quando estou irritada, prefiro me calar, e aviso o motivo do meu silêncio.
É importante você conhecer o limite dos seus amados, e que eles conheçam os seus, devemos respeitar não só a pessoa, mas o tempo e o estado da pessoa.
Talvez você pense, mas se meu filho não fazer como vai ser quando casar, bem, não sei quanto a você, mas eu já ensinei na infância, eles são super auto suficiente, independente, sabe se virar, mas eu não aprendi na infância, não aprendi na adolescência e dou conta hoje, já aviso que ensinei e que não serei aquele mãe que se mete e ajuda na rotina dos filhos, aí será escolha deles, problema deles, eles que se virem, minha oração é para que dê frutos e que eles encontre o homem e a mulher de Deus pra vida deles, pois sei que o Senhor tem o melhor.
E Você me conta, como é com os filhos nessa idade?
Elaine Grillo
terça-feira, 23 de setembro de 2014
ser mãe foi a melhor coisa que me aconteceu.
Foi aos 15 anos, quando descobri que estava grávida que fiz uma aliança, naquela ocasião eu disse pra mim mesmo que daquele momento em diante seria uma pessoa honesta (não pegaria jamais nem uma bala que não fosse minha- usei essa frase) e que seria uma ótima mãe.
Sou mãe - capitão nascimento
Sou mãe estrategista
Sou mãe - Sr. Miyagi ( Karatê Kid)
e no último anos me dediquei a uma versão - Mulher Prov. 31
Acredito que a educação é bem complexa, mas quando você se dedica, os resultados aparecem, e hoje com um casal de filhos na idade de 17 e 14 anos tenho certeza que valeu cada experiência.
Meu filhos nunca nos desobedeceram, não respondem, não elevam a voz, nunca nos ofenderam, nos honra, nos comunicamos abertamente.
Sempre falo pra eles que eles tem o direito de errar, não criei filhos para ser perfeitos, mas para assumir suas verdades, pois as consequências são deles.
Eu levei muito a sério o assunto e na gravidez, sem nunca antes de contato com um bebê e nem com uma rotina comecei meu plano comprando mensalmente todas as revistas do assunto e foi com elas que aprendi o minimo necessário e umas das coisas mais importantes foi aprender sobre o vínculo, pois diariamente insisti em criar uma relação de vínculo do papai com o bebê e tenho certeza que isso foi de extrema importância e muito relevante no momento que ele precisou de muita coragem e ousadia pra mudar sua vida e lutar contra a dependência química.
Eu acredito na educação e ela é muito mais ampla do que imaginamos.
Sempre fui estratégica, tento uma coisa de um jeito e muda as estratégias quantas vezes necessárias até dar certo.
Tirei meus dois filhos da fralda antes dos 18 meses. deu certo com o primeiro, por que não tentar com o segundo, deu trabalho, mas deu certo.Como?
Quando percebi que já havia entendimento, toda vez que ia no banheiro, mostrava o ritual e falava o que estava fazendo e no caso do menino foi o pai quem mostrou. Eles no imita, tanto que é comum ver bebê colocando bolsa no ombro pra imitar a mamãe.
Após esse passo eu deixava sem fraldas de dia e incentivava a o tempo todo, e a noite, coloquei o relógio pra despertar de 1 em 1 hora, e levava dormindo mesmo e colocava lá e falava faz xixi (eles faziam). Foi uma semana, isso mesmo, bastou uma semana de sacrifício,
Por que eu fiz isso? Primeiro por que era mãe adolescente, não tinha dinheiro, e não tinha coragem de ficar pedindo coisas para o meu pai, não era justo!
O Pai ajudava financeiramente, mas vivia uma vida muito errada, muito mesmo, foi necessidade, mas se deu certo com o primeiro, tentei com o segundo e deu super certo.
Eu decidi treiná-los a fazer xixi a noite, sem o uso das fraldas, ´pois eu fiz xixi na cama até grande (feio mais real) não queria isso para meus filhos, da mesma forma que não ofertei chupeta e nem mamadeira pra eles pelo mesmo motivo (parei de chupar chupeta com uns 7 anos).
Sou mãe - capitão nascimento
Sou mãe estrategista
Sou mãe - Sr. Miyagi ( Karatê Kid)
e no último anos me dediquei a uma versão - Mulher Prov. 31
Acredito que a educação é bem complexa, mas quando você se dedica, os resultados aparecem, e hoje com um casal de filhos na idade de 17 e 14 anos tenho certeza que valeu cada experiência.
Meu filhos nunca nos desobedeceram, não respondem, não elevam a voz, nunca nos ofenderam, nos honra, nos comunicamos abertamente.
Sempre falo pra eles que eles tem o direito de errar, não criei filhos para ser perfeitos, mas para assumir suas verdades, pois as consequências são deles.
Eu levei muito a sério o assunto e na gravidez, sem nunca antes de contato com um bebê e nem com uma rotina comecei meu plano comprando mensalmente todas as revistas do assunto e foi com elas que aprendi o minimo necessário e umas das coisas mais importantes foi aprender sobre o vínculo, pois diariamente insisti em criar uma relação de vínculo do papai com o bebê e tenho certeza que isso foi de extrema importância e muito relevante no momento que ele precisou de muita coragem e ousadia pra mudar sua vida e lutar contra a dependência química.
Eu acredito na educação e ela é muito mais ampla do que imaginamos.
Sempre fui estratégica, tento uma coisa de um jeito e muda as estratégias quantas vezes necessárias até dar certo.
Tirei meus dois filhos da fralda antes dos 18 meses. deu certo com o primeiro, por que não tentar com o segundo, deu trabalho, mas deu certo.Como?
Quando percebi que já havia entendimento, toda vez que ia no banheiro, mostrava o ritual e falava o que estava fazendo e no caso do menino foi o pai quem mostrou. Eles no imita, tanto que é comum ver bebê colocando bolsa no ombro pra imitar a mamãe.
Após esse passo eu deixava sem fraldas de dia e incentivava a o tempo todo, e a noite, coloquei o relógio pra despertar de 1 em 1 hora, e levava dormindo mesmo e colocava lá e falava faz xixi (eles faziam). Foi uma semana, isso mesmo, bastou uma semana de sacrifício,
Por que eu fiz isso? Primeiro por que era mãe adolescente, não tinha dinheiro, e não tinha coragem de ficar pedindo coisas para o meu pai, não era justo!
O Pai ajudava financeiramente, mas vivia uma vida muito errada, muito mesmo, foi necessidade, mas se deu certo com o primeiro, tentei com o segundo e deu super certo.
Eu decidi treiná-los a fazer xixi a noite, sem o uso das fraldas, ´pois eu fiz xixi na cama até grande (feio mais real) não queria isso para meus filhos, da mesma forma que não ofertei chupeta e nem mamadeira pra eles pelo mesmo motivo (parei de chupar chupeta com uns 7 anos).
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